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	<title>Aleph Educacional</title>
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	<description>Cursos de Pós-Graduação MBA</description>
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		<title>Crescimento na Produção Industrial Divide Opiniões Entre Economistas</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jan 2014 00:38:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Aleph Educacional]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleph na Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Acréscimo de junho poderia significar retomada da economia ou fato isolado que pode não se repetir por Pamela Mascarenhas &#8211; Jornal do Brasil O crescimento de 1,9% da produção industrial brasileira em [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Acréscimo de junho poderia significar retomada da economia ou fato isolado que pode não se repetir</h4>
<h4 style="text-align: justify;"><small><em>por Pamela Mascarenhas &#8211; Jornal do Brasil</em></small></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O crescimento de 1,9% da produção industrial brasileira em junho, em relação ao mês anterior, gerou opiniões diversas entre economistas brasileiros. O diretor do curso de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Frederico Leão Rocha, e o economista e doutor em Engenharia de Produção, Carlos Cova, acreditam que esse resultado é apenas um fato isolado, que pode não se repetir e que não chega a causar um impacto positivo. Já Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, defende que o acréscimo representa uma retomada do crescimento econômico brasileiro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De acordo com o Carlos Frederico, a indústria brasileira tem sido por muitas décadas um reflexo do crescimento econômico do país, não um motivador. Em relação aos bens de capital, que tiveram o maior crescimento, de 6,3%, a avaliação para o mês de junho seria otimista, ele diz. Ao considerar todos os meses deste ano, todavia, o resultado seria ruim. O acréscimo dos bens de consumo, por sua vez, poderia ser reflexo de uma elevação na renda dos brasileiros.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Os setores que mais cresceram foram os setores que tiveram taxas negativas no mês anterior. Isso traz um certo ceticismo. O crescimento pode ter sido motivado apenas por um atraso do consumo&#8221;, declarou. Um exemplo disso, para ele, seria o que aconteceu no setor automobilístico, quando consumidores resolveram adiar a compra, motivando uma variação muito grande no mês seguinte no início deste ano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Carlos Frederico reforça que, desde 1994, a indústria tem acompanhado o PIB, não impulsionado, mesmo no período do governo Lula, quando teve um crescimento robusto. Somente entre as décadas de 1950 e 1980, ele afirma, a indústria teria liderado o crescimento da economia, com a entrada de novos setores. Na última década, no entanto, ele reforça, não tivemos entrada de novos setores e alguns deles até ficaram mais fracos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8220;Essa pequena tendência de alta acompanha o crescimento do PIB. Pode ser que seja uma coisa que acontece uma vez, muda o patamar, mas não se repete. Esse nível deve perdurar ou crescer fracamente junto com o PIB, que deve crescer entre 2% e 3,5% neste ano. A indústria será um reflexo disso, não um motor&#8221;, ressaltou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Carlos J.G. Cova</strong>, economista e doutor em Engenharia de Produção e diretor de Pós-graduação da <strong>Aleph Educacional</strong>, acredita que o crescimento se trata de um fato isolado diante de um quadro ruim de indicadores. &#8220;A alta da atividade industrial é pouco relevante para desencadear mudanças significativas de humor no empresariado e no seu grau de confiança. O País está precisando muito de boas notícias na área econômica, mas esta parece apenas um fato isolado, que não pode ainda ser considerado como uma reversão de tendência&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Pedro Rossi, professor do Instituto de Economia da Unicamp, no entanto, vê uma retomada do ciclo de investimentos do Brasil. O acréscimo, ele aponta, seria um reflexo da demanda de vários setores. Os investimentos do país em infraestrutura para receber os megaeventos, por exemplo, garantiriam a 2014 um crescimento maior para a indústria. &#8220;O dinamismo econômico deve estimular diversos setores da indústria. Tudo depende da velocidade do crescimento, que está abaixo do esperado, mas que é sólido&#8221;, concluiu Rossi.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8212;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><small><strong>Publicado em 01/08/2013</strong></small></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><em><small>Fonte: <a href="http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/08/01/crescimento-na-producao-industrial-divide-opinioes-entre-economistas/" target="_blank"><span style="color: #000000;">http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/08/01/crescimento-na-producao-industrial-divide-opinioes-entre-economistas/</span></a></small></em></span></p>
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		<title>O Salário Mínimo</title>
		<link>http://alepheducacional.com.br/noticias/o-salario-minimo/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jan 2014 00:31:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Aleph Educacional]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleph na Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem questões que, em virtude de seu simbolismo, são tratadas de forma passional e irrefletida. Talvez a polêmica em torno do aumento do salário mínimo se enquadre nessa categoria. por [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Existem questões que, em virtude de seu simbolismo, são tratadas de forma passional e irrefletida. Talvez a polêmica em torno do aumento do salário mínimo se enquadre nessa categoria.</h4>
<h4 style="text-align: justify;"><small><em>por Carlos José Guimarães Cova – Brasil Econômico</em></small></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É prática corrente entre os políticos de todos os matizes a necessidade de se arvorarem como paladinos dos trabalhadores e aposentados, posicionando-se de forma favorável a um aumento nominal do salário mínimo, como se esta fosse a fórmula mágica, capaz de promover a ascensão das massas de pessoas pobres para um patamar de renda mais alta. Infelizmente, não existem atalhos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O salário, no sistema econômico capitalista, corresponde ao preço do fator trabalho, que equivale ao valor do produto marginal proporcionado por este fator de produção, ou seja, vale, na margem, o benefício que traz para a empresa que o contratou.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É cruel, mas é a realidade dos fatos. As massas trabalhadoras que ganham salário mínimo recebem este valor não porque o sistema capitalista é perverso e explorador, mas sim porque a produtividade que entregam para os seus patrões possui apenas aquele valor.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se fosse diferente, estariam ganhando um valor superior ao salário mínimo. Como se trata de um piso, provavelmente existem trabalhadores cuja produtividade é inferior ao salário mínimo, mas que recebem este montante porque a empresa não pode pagar menos, em decorrência das leis trabalhistas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um aumento no preço do fator trabalho, que é um custo para as empresa, sem uma contrapartida de produtividade marginal, acarretará um ajuste que se manifestará sob duas vertentes: a redução do número de trabalhadores empregados e o aumento da informalidade na massa de trabalhadores de baixa qualificação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ambas as consequências citadas comprometem no longo prazo a sustentabilidade do sistema de previdência, cuja crise futura será tanto mais aguda, quanto mais demorados forem os ajustes requeridos no sistema, tais como a idade mínima para a concessão de aposentadorias pelo Regime Geral de Previdência, que, irracionalmente, é a mesma idade com que um brasileiro pobre pode requerer os benefícios da Lei Orgânica de Assistência Social.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Ou seja, se o trabalhador de baixa renda é segurado do INSS por 40 anos e pode se aposentar com 1 salário mínimo aos 65 anos, o trabalhador informal que neste mesmo período jamais contribuiu para o sistema, pode, por ser um desvalido, aos 65 anos requerer um benefício de 1 salário mínimo!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este quadro se torna ainda mais dramático, se considerarmos a baixa qualificação da mão de obra que recebe o salário mínimo faz com que o alargamento do emprego desse fator tenha rendimentos decrescentes, ou seja, quanto maior a massa de trabalhadores, maior é a tendência da produtividade marginal em diminuir, e, consequentemente, os salários pagos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já foi dito que o caminho do inferno está pavimentado de boas intenções. No caso dos aumentos demagógicos do salário mínimo, as funestas consequências um dia serão postas pelo mercado, verdadeiro Deus ex machina, que não perdoa as intromissões leigas nas questões econômicas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na fatura a ser cobrada estarão presentes a inflação, o desemprego, o colapso do sistema previdenciário, a redução da competitividade da indústria e muitas, muitas e acaloradas discussões em prol do combate à pobreza, porque isto dá voto.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8212;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><small><strong>Publicado em 01/03/11</strong></small></span><br />
<span style="color: #000000;"> <small><em>Fonte: <a href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/o-salario-minimo_98740.html" target="_blank"><span style="color: #000000;">http://www.brasileconomico.com.br/noticias/o-salario-minimo_98740.html</span></a></em></small></span></p>
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		<title>A Economia do Meio Ambiente</title>
		<link>http://alepheducacional.com.br/noticias/a-economia-do-meio-ambiente/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jan 2014 00:29:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Aleph Educacional]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleph na Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[O pensamento econômico contemporâneo está cada vez mais influenciado pelo debate acerca dos limites da expansão econômica e, consequentemente, pelos limites dos modelos de produção vigentes. O debate em torno [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">O pensamento econômico contemporâneo está cada vez mais influenciado pelo debate acerca dos limites da expansão econômica e, consequentemente, pelos limites dos modelos de produção vigentes. O debate em torno do Código Florestal seria mais efetivo se incluísse estas questões e não apenas se limitasse a aspectos casuísticos.</h4>
<h4 style="text-align: justify;"><small><em>por Carlos José Guimarães Cova – Brasil Econômico</em></small></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há a corrente de pensamento representada pela denominada Economia Ambiental (ela integra o mainstream neoclássico, ou corrente principal de pensamento da economia) e considera que os recursos naturais, tanto como fonte de insumos, quanto como capacidade de assimilação de impostos nos ecossistemas, não representam um limite absoluto à expansão da economia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nesse modelo, os recursos naturais passaram a ser incluídos na função de produção, com a suposição de substitutibilidade perfeita entre capital, trabalho e recursos naturais, ou seja, os eventuais limites impostos pela escassez de recursos naturais poderiam ser indefinidamente superados pelo progresso técnico, que os substitui por capital (ou trabalho).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa forma, os recursos naturais restringiram apenas relativamente uma função de produção, sendo esta restrição superável a qualquer tempo pelo progresso científico e tecnológico, que seria a variável chave, de tal forma a não haver limites para o crescimento econômico no longo prazo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta corrente tem suas suposições contestadas na medida em que se assinala a impossibilidade de o capital produzido pela ação humana ser capaz de substituir permanentemente os benefícios gerados por algumas categorias de recursos naturais, que, em razão de suas características únicas, não podem ser substituídos pelo engenho humano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como consequência dessa contestação, fica a ideia de que o consumo de capital natural em alguns casos pode ser irreversível. Para esta corrente de pensamento, os mecanismos pelos quais se verifica a ampliação continuada dos limites de esgotamento ambiental em face do crescimento econômico devem ser majoritariamente os mecanismos de mercado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O problema dessa premissa reside no fato de que o mercado apenas conseguiria atuar de forma parcial no estabelecimento dos sinais orientadores das decisões alocativas. Para os casos de recursos naturais já transacionados nos mercados, tais como os insumos materiais (madeiras, minérios etc.) e energéticos (petróleo, gás etc.), um eventual aumento de sua escassez se refletiria na elevação de seus preços.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isto induziria a uma busca de inovações que permitissem poupá-los, por meio da substituição de seu uso por outro insumo mais abundante. Porém, quando se trata de serviços ambientais que em geral não são transacionados no mercado devido à sua natureza de bem público, como é o caso da água dos mares e rios, do ar, dos ciclos bioquímicos globais de sustentação da vida, da capacidade de assimilação de rejeitos etc.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nestes casos, o mecanismo de mercado vai falhar, pois não existem preços de mercado que permitam estabelecer a escassez relativa entre os ativos econômicos e, consequentemente, não é possível orientar uma alocação eficiente de recursos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma outra corrente de pensamento é conhecida como Economia Ecológica. Esta corrente considera o sistema econômico como sendo um subsistema de um todo maior que o contém, que seria o próprio sistema físico do Planeta Terra. De acordo com essa visão, o capital físico (construído pelo homem) e o capital natural são essencialmente complementares.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sendo assim, o progresso científico e tecnológico não poderia superar indefinidamente os limites ambientais globais. Isto não significa que a evolução da ciência e da tecnologia seja irrelevante.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Contudo, este fato apenas permitiria aumentar a eficiência do uso dos recursos naturais renováveis e não renováveis, e nesse aspecto, essa corrente converge com a economia ambiental no sentido de que seja possível estabelecer uma estrutura regulatória baseada em incentivos econômicos, capaz de aumentar esta eficiência.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A consequência imediata da aceitação dessa suposição é o fato de que, no longo prazo, a sustentabilidade do sistema econômico não é possível sem que se estabilize o consumo per capita, de acordo com a capacidade de carga do planeta, ou seja, dentro dos limites de assimilação da ação antrópica sobre a natureza.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O nível crítico de capital natural que estabeleceria um limite à expansão do sistema econômico seria obtido a partir de uma avaliação científica interdisciplinar que levasse em consideração os aspectos ecológicos, sobretudo a capacidade de carga do planeta, bem como também aspectos socioeconômicos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No caso brasileiro fica a dúvida sobre quais são os critérios de decisão dos parlamentares quando se propõem a votar matérias que dizem respeito ao meio ambiente e suas consequências para as gerações futuras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Considerando que os parlamentares dispõem de um elenco de assessores regiamente remunerados, esperamos que eles saibam assessorá-los nessas questões, pois os efeitos de suas decisões se refletirão nas possibilidades de sobrevivência de seus netos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O leitor não deve me considerar um idiota ao fazer esta afirmação. Eventualmente, a mais aguda crítica se manifesta na ausência do óbvio.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fica a seguinte recomendação: diante da dúvida, o princípio da precaução. O princípio da precaução é um conceito invocado em situações em que se considera legítima a adoção, por antecipação, de medidas restritivas com relação a uma fonte potencial de danos ao meio ambiente, sem que se disponha de certezas científicas quanto à relação de causalidade entre a atividade objeto deste princípio e o dano causado.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Isso significa que, na dúvida acerca se a atividade econômica vai ou não causar dano irreversível ou considerável ao meio ambiente, ela não deve ser praticada.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8212;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><small><strong>Publicado em 31/05/11</strong></small></span><br />
<span style="color: #000000;"> <small><em>Fonte: <a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/a-economia-do-meio-ambiente_102397.html" target="_blank"><span style="color: #000000;">http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/a-economia-do-meio-ambiente_102397.html</span></a></em></small></span></p>
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		<title>A Lógica Econômica do Voto</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jan 2014 00:29:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Aleph Educacional]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleph na Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Os eleitores, ao decidirem votar num contexto de racionalidade, devem considerar os possíveis fluxos de benefícios que podem obter a partir da atividade governamental, ou seja, diante de alternativas mutuamente [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Os eleitores, ao decidirem votar num contexto de racionalidade, devem considerar os possíveis fluxos de benefícios que podem obter a partir da atividade governamental, ou seja, diante de alternativas mutuamente exclusivas, um homem racional vai escolher aquela que ele entende trazer o maior benefício para si.</h4>
<h4 style="text-align: justify;"><small><em>por Carlos José Guimarães Cova – Brasil Econômico</em></small></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esse benefício pode ser denominado como sendo uma renda de utilidade governamental. Dessa forma, cada cidadão votaria no partido em que ele acredita que lhe proporcionará maior renda de utilidade do que qualquer outro durante o próximo mandato.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A questão do voto posta nesses termos parece simples, mas não é. Um indivíduo verdadeiramente racional deve saber que nenhum partido será capaz de fazer tudo o que promete, de tal forma que ele não se detém na análise das plataformas e sim passa a estimar o que os partidos realmente fariam se estivessem no poder.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O problema reside no fato de que o eleitor consegue avaliar melhor o desempenho do partido que já está no poder. Qualquer outro partido de oposição já entra nesse jogo em desvantagem objetiva, perante o partido que está no poder.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não obstante, como já assinalou o Nobel de Economia Kennet Arrow, muitas ambiguidades podem surgir quando estão em disputa mais de duas alternativas possíveis de escolha, ou seja, quando mais de dois partidos políticos estão no jogo. Nesse caso, a escolha final pode não ser ótima no sentido de atender ao interesse da maioria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É o que se designou por Teorema da Impossibilidade de Arrow. Talvez essa seja uma justificativa para um sistema de eleição em dois turnos, na ausência de maioria absoluta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os modelos de coalizão entre partidos, que sinalizem uma relação final polarizada entre dois grandes grupos, faz com que as políticas da coalizão sejam aquelas que a maioria dos eleitores prefere, sem que se leve em conta as estratégias que os partidos estão seguindo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há ainda o problema da incerteza no ato de votar, que consiste na falta de conhecimento seguro sobre o curso de acontecimentos passados, presentes, futuros ou mesmo aqueles hipotéticos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em geral eliminamos a incerteza por meio da obtenção de informação. O problema reside no fato que uma decisão racional nesse processo de escolha implica capacidade de tomar decisões com base em razão, informações e em conhecimento contextual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A razão pressupõe a capacidade de processar o pensamento lógico, com base nos princípios de análise de causa e efeito. Por exemplo, as pessoas não se precipitam do alto dos prédios porque avaliam antes as consequências.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em geral, supomos que quase todas as pessoas possuem a razão. O conhecimento contextual é a percepção das forças básicas que atuam num determinado campo de atividade, ou seja, é a compreensão das relações acerca das variáveis fundamentais em alguma área, tais como a economia, a engenharia ou o direito.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trata-se de algo mais específico do que a razão, não sendo comum a todos os homens, mas pode ser adquirido em graus variados por meio da educação. Por fim, a informação compreende o conjunto de dados articulados sobre os desenvolvimentos das ações em curso, bem como o status das variáveis que são o objeto do conhecimento contextual.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A falta de conhecimento contextual é ignorância, que se constitui em algo distinto de falta de informação. O homem deixa de ser ignorante, por meio da educação, que tem um custo alto. Mas, dado que o homem já possua conhecimento contextual e não tenha informação, basta que tenha acesso a esta, o que é menos custoso do que a aquisição da educação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Dessa forma, pode-se inferir que um indivíduo pode ser culto sem ser informado, bem como pode ser informado sem ser culto. Porém, no último caso, ele não consegue interpretar as informações que possui por falta de conhecimento contextual. Aqui reside um ponto fundamental: tanto a educação, quanto a aquisição de informações implicam custos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os partidos políticos se veem no clássico dilema que envolve os anunciantes de produtos concorrentes. Cada partido deve diferenciar o seu produto de todos os seus concorrentes ao mesmo tempo em que deve declarar que possui todas as virtudes dos demais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Como nenhum partido pode ganhar em oposição aos interesses de uma maioria apaixonada (seria a Classe C?), todos os partidos em geral buscam se identificar com os desejos da maioria dos eleitores. Sob a ótica do eleitor, qualquer tentativa de compreender em profundidade os efeitos das políticas e ações pretendidas pelos partidos políticos é muito custosa e gera desconforto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por esta razão, os aspectos de marketing e reforços de ícones ideológicos costumam se sobrepor a qualquer lógica de racionalidade num processo eleitoral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Para o eleitor, o trabalho é simplificado e o custo de escolher se reduz ao máximo, pois não precisa avaliar entre aspectos que envolvam variáveis e questões complexas. O Marketing político reduz seu dilema a uma mera escolha de embalagem (que reveste a ideologia). Como não se faz Marketing sem dinheiro&#8230;</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">&#8212;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><small><strong>Publicado em 13/05/11</strong></small></span><br />
<span style="color: #000000;"> <small><em>Fonte: <a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/a-logica-economica-do-voto_101080.html" target="_blank"><span style="color: #000000;">http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/a-logica-economica-do-voto_101080.html</span></a></em></small></span></p>
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		<title>A Economia do Capital Humano</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jan 2014 00:26:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Aleph Educacional]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[O governo central tem se caracterizado pela ausência de sinais que permitam aos agentes econômicos compreender os seus objetivos de Políticas Públicas, em especial aquelas que dependem de questões microeconômicas, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">O governo central tem se caracterizado pela ausência de sinais que permitam aos agentes econômicos compreender os seus objetivos de Políticas Públicas, em especial aquelas que dependem de questões microeconômicas, para responder aos supostos incentivos dessas políticas.</h4>
<h4 style="text-align: justify;"><small><em>por Carlos José Guimarães Cova – Brasil Econômico</em></small></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A política microeconômica é a forma com que o governo trata de questões tais como o trabalho, a produtividade, os incentivos e a previdência, por exemplo. Estas questões refletem-se nas decisões dos indivíduos e produzem impactos na economia num prazo mais longo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Talvez o destino do Brasil seja a escassez de estadistas, que se preocupem com as gerações futuras. A consequência imediata é a ausência de ações estruturantes que se reflitam no longo prazo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">As Políticas Públicas brasileiras são pautadas pelo &#8220;tempo da urna&#8221;, ou seja, devem maturar até a próxima eleição, pois só o poder interessa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É questão cediça atualmente (conforme a experiência internacional demonstra) que o crescimento sustentado de um país resulta de um padrão de investimentos em três eixos fundamentais: no capital físico associado ao capital financeiro; no capital humano com forte componente de capital social associado ao capital natural; e a tecnologia que afeta o emprego desses valores.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O capital humano combina o capital intelectual com o capital social e este último compreende um grupo de fenômenos tais como eleições, confiança, normas cooperativas e atividades associativas em diversos grupos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apenas por meio da promoção equilibrada de investimentos que afetem todas essas formas de capital é que se podem esperar ganhos de desenvolvimento sustentável no longo prazo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Eventualmente, em virtude de políticas equivocadas, ocorrem desbalanceamentos nesses investimentos, que se manifestam em baixas taxas de investimentos, subvalorização dos recursos naturais nos modelos de decisão e o abandono da educação básica nas Políticas Públicas. Essas condutas constituem a receita para o fracasso de uma nação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O excessivo foco em investimentos no capital físico, em detrimentos dos capitais humano e natural, reflete uma postura míope dos governantes, que compromete a sustentabilidade do crescimento.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O crescimento sem a contrapartida de políticas ambientais complementares se constitui numa ameaça ao meio ambiente, à medida que a acumulação de capital físico se expande.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal situação ocorre sobretudo nos países que possuem vantagens comparativas em indústrias que são intensivas no uso de capital natural, que requerem também muito capital físico para a sua exploração, como é caso da mineração, da extração madeireira e da pesca.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Enquanto esses recursos são abundantes, não se verificam perdas expressivas de produtividade no capital físico. Contudo, quando o capital natural se reduz abaixo de determinados patamares, a degradação posterior acelera a perda de produtividade do capital físico.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Uma saída para este impasse decorre do fato de que o capital humano pode substituir o capital natural na geração de riqueza, reduzindo a dependência desse último no modelo de produção.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existem evidências de que níveis elevados de capital humano permitem que a economia se diversifique em atividades progressivamente menos intensivas no uso de capital natural, tornando a exploração do mesmo menos essencial para a sustentação do crescimento da renda. Isto só é possível se as parcelas mais pobres da população receberem educação de qualidade, cujos efeitos demoram uma geração para se manifestar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não obstante, é preciso também investigar o que os agentes econômicos instruídos estão fazendo com as suas capacitações. Em países nos quais há uma forte intervenção governamental, a atividade de maior retorno para os agentes instruídos consiste em fazer lobby para auferir favores do governo, haja vista que, por meio de suas intervenções, o governo gera oportunidades de lucro.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, em países onde o governo se imiscui em todos os campos e atividades, costuma orientar os esforços dos agentes mais instruídos para atividades que redistribuem renda, por meio de favores, ao invés de atividades que fomentem o crescimento (curiosamente, já foi realizado um estudo que demonstra que economias com mais advogados do que engenheiros, relativamente ao total da população, crescem menos).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Quando o Estado apenas se preocupa com a expansão educacional por meio da oferta de escolas públicas gratuitas, combinado com a exigência de que as crianças frequentem essas escolas, não está ocorrendo o verdadeiro incentivo ao investimento no futuro individual e a consequência é o abandono, o absenteísmo, o baixo rendimento e a degradação do processo educacional.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em geral a qualidade da educação é bastante diferente nas economias que incentivam investimentos no futuro, por meio da educação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nessas economias (nas quais os governantes emitem os sinais corretos para a sociedade), os estudantes são mais dedicados, os pais monitoram a qualidade da educação e os professores são pressionados a ensinar com eficiência e qualidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Um caldo de cultura fértil para a degradação da educação e consequentemente para a falência da promoção do capital humano consiste na combinação de corrupção, baixos salários dos professores e gastos inadequados com materiais escolares, transporte escolar e alimentação.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tudo o que foi dito aqui não pretende aderir a situações específicas no mundo real, mas sim apenas informar que o diagnóstico já foi feito nos países que deram certo e as políticas apropriadas também já foram implementadas. Oxalá alguns dos responsáveis pelas decisões neste país abandonem a lógica de Macunaíma e acordem para o futuro.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8212;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><small><strong>Publicado em 13/05/11</strong></small></span><br />
<span style="color: #000000;"> <small><em>Fonte: <a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/a-economia-do-capital-humano_101641.html" target="_blank"><span style="color: #000000;">http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/a-economia-do-capital-humano_101641.html</span></a></em></small></span></p>
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		<title>O Pré-sal e o Colapso da Logística</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jan 2014 00:22:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Aleph Educacional]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleph na Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Atualmente, nessa encruzilhada em que o Brasil se encontra, existem muitas medidas que devem ser adotadas, sob pena de o país não conseguir avançar na sua trajetória para o desenvolvimento [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Atualmente, nessa encruzilhada em que o Brasil se encontra, existem muitas medidas que devem ser adotadas, sob pena de o país não conseguir avançar na sua trajetória para o desenvolvimento econômico.</h4>
<h4 style="text-align: justify;"><small><em>por Carlos José Guimarães Cova – Brasil Econômico</em></small></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A competitividade da indústria brasileira encontra-se prejudicada em virtude do gargalo na infraestrutura logística, que se configura em todos os modais de transporte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Trata-se de uma condição que deve se agudizar em razão das demandas de suprimentos que as operações na exploração das plataformas da Petrobras na região das reservas de petróleo no pré-sal vão materializar.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A gestão de transportes é parte essencial de um sistema logístico, pois é a atividade responsável tanto pelos fluxos de matéria-prima, quanto dos produtos acabados entre os diversos pontos da cadeia logística.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Esta tarefa emprega um substancial volume de ativos das empresas envolvidas, que se encontram dispersos geograficamente, fato que torna a gestão de transportes ainda mais complexa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por sua vez, o gestor logístico deve se preocupar em planejar o modo de transporte mais eficiente para a rede logística, buscando sempre conciliar o conflito entre os custos (que devem ser minimizados) e o nível de serviço ao cliente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A enorme complexidade gerencial, combinada com a intensa utilização de ativos e uma variedade de fluxos físicos de produtos fazem com que o transporte seja responsável pela maior parcela dos custos logísticos (o percentual deste quesito no total de custos logísticos fica entre 1/3 e 2/3 do valor total).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Assim, um bom gerenciamento dos transportes pode assegurar melhores margens para as empresas, por meio de reduções de custos e/ou uso mais racional dos ativos, proporcionando também um bom nível de serviço aos clientes, através de redução de tempos de entrega e do aumento da disponibilidade de produtos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Tal planejamento implica uma estratificação das decisões a serem tomadas com relação aos transportes em uma rede logística, subdividindo-as, conforme o seu nível, em decisões estratégicas, táticas e operacionais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com relação à definição da rede logística, a necessidade de movimentação de materiais de um ponto a outro implica a realização de uma atividade de transporte.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Sob a ótica estratégica, a gestão de transporte influencia a concepção da rede logística, determinando a localização de fábricas e Centros de Distribuição (CDs) em função da localização de seus fornecedores, clientes e dos fluxos de materiais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O objetivo das decisões tomadas nesse âmbito está fundamentado na busca do menor custo logístico total, mantidas algumas premissas de nível de serviço desejado, definidas pela empresa que vai operar a movimentação das cargas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por sua vez, a decisão relativa ao emprego de modais (rodoviário, ferroviário, duto viário, aquaviário e aéreo) deve estar fundamentada nos impactos sobre os serviços e custos na rede logística.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Com relação ao nível de serviços, é preciso considerar o tempo de transporte &#8220;porta a porta&#8221;, a consistência no tempo de entrega, a frequência de entrega, a disponibilidade e a flexibilidade do modal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Todos esses aspectos não podem ser sequer planejados sem que, efetivamente, se conheça a amplitude das possibilidades reais de operação, cujas restrições são postas pelas particularidades da infraestrutura disponível.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por exemplo, em se tratando da exploração das reservas do pré-sal, é evidente que a cadeia logística vai passar por vários portos ao longo do litoral brasileiro. Considere-se apenas o Porto do Rio de Janeiro como elemento de definição das estratégias logísticas da Petrobras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O planejamento da empresa deve, necessariamente, ser elaborado em consonância com os Planos Diretores que orientam a nova configuração do zoneamento urbano na área portuária, na qual a Prefeitura do Rio de Janeiro aposta firme seus projetos de revitalização.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Será que a Prefeitura já estimou o real fluxo de caminhões pesados que convergirão para o Porto no gargalo saturado do Caju e adjacências, com o advento da exploração no pré-sal? As obras de demolição do elevado da perimetral e os transtornos daí advindos foram considerados no planejamento da Petrobras?</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Nos parece que há uma postura autista nessa questão tão crítica para o futuro do país. Esperamos que os principais atores envolvidos sejam capazes de alinhar suas estratégias.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8212;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><small><strong>Publicado em 06/07/11</strong></small></span><br />
<span style="color: #000000;"> <small><em>Fonte: <a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/o-presal-e-o-colapso-da-logistica_103852.html" target="_blank"><span style="color: #000000;">http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/o-presal-e-o-colapso-da-logistica_103852.html</span></a></em></small></span></p>
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		<title>Quem conhece os mercados financeiros?</title>
		<link>http://alepheducacional.com.br/noticias/quem-conhece-os-mercados-financeiros/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jan 2014 00:18:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Aleph Educacional]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleph na Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Os mercados financeiros em geral e o mercado de capitais em particular têm amiúde provocado elevados níveis de tensão e ansiedade entre os agentes econômicos. Esta importante criação da sociedade [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Os mercados financeiros em geral e o mercado de capitais em particular têm amiúde provocado elevados níveis de tensão e ansiedade entre os agentes econômicos. Esta importante criação da sociedade capitalista é, para o bem ou para o mal, uma das mais importantes instituições econômicas dos países desenvolvidos.</h4>
<h4 style="text-align: justify;"><small><em>por Carlos José Guimarães Cova – Brasil Econômico</em></small></h4>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É possível que os grandes avanços em termos de crescimento e desenvolvimento econômico experimentados pelos desenvolvidos tenha sido o resultado do aperfeiçoamento dos níveis de governança, de capilaridade e de desenvolvimento das instituições que regulam e fiscalizam os agentes que operam nos mercados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os mercados são entidades multifacetadas, que podem ser enquadrados na categoria dos sistemas orgânicos adaptativos complexos, que, tal como um organismo vivo, evidenciam comportamentos singulares.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">São sistemas dinâmicos, pois estão em constante evolução, sendo formados por um grande número de entidades, que interagem com outras entidades. São sistemas abertos e não lineares.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Cada agente produz uma resposta em face dos sinais que recebe de outras entidades, não necessariamente proporcional ao estímulo recebido e que pode ter o efeito de desencadear uma ação (compra ou venda) ou inibi-la.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os mercados enquanto sistemas são adaptativos, pois estão em constante evolução, ou seja, evidenciam o aprendizado dos agentes que o compõem em função da experiência adquirida por sua interação com o ambiente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Este aprendizado coletivo talvez seja a sua mais importante característica e a que torna mais difícil a sua modelagem e o seu tratamento matemático, pois a própria arquitetura do sistema também vai mudando, à medida que ele evolui. Isto implica que não existe um modelo que possa ser elaborado por qualquer investigador que seja capaz de descrever os mercados, que dirá antecipar os seus movimentos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há a questão da reflexividade, aludida por George Soros, que se manifesta toda vez que um agente atua nos mercados, no sentido de alterar suas condições iniciais. Não bastasse isto, há o componente de aleatoriedade, o que significa que algumas das características do sistema são distribuídas ao acaso.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Há uma tendência, por parte dos estudiosos de finanças, de criarem modelos baseados num suposto comportamento de</span><br />
<span style="color: #000000;"> variações de preços e retornos análogo ao comportamento de uma distribuição normal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É uma abordagem que produz teses e modelos bastante elegantes, do ponto de vista matemático, mas completamente ineficazes, quando os mercados colapsam, conforme puderam constatar os usuários dos consagrados modelos de gestão de risco baseados no Value-at-Risk (VaR).</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não obstante, há uma ordem emergente, pois o sistema se auto-organiza de forma espontânea, criando ordem a partir de um estado aparentemente desordenado, ao mesmo tempo em que evidencia uma hierarquia entre suas partes inter-relacionadas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não só há uma ordem emergente, como também se manifestam propriedades coletivas emergentes, que decorrem das múltiplas interações locais entre os agentes que formam o sistema, tais como os hedgers, os especuladores e os arbitradores, que, nas suas diferentes configurações, por meio de efeitos de competição e cooperação, geram resultados que impactam o todo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Existe um comportamento caótico, com grande sensibilidade às condições iniciais, nos quais um desvio pequeno dessas condições iniciais pode ser amplificado exponencialmente pela evolução do sistema, produzindo um resultado muito diferente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Por fim, há o aspecto da fractalidade das escalas de tempo dos mercados. As entidades fractais são estruturas geométricas de dimensão fracionária, que possuem auto similaridade em todas as escalas. Nesse sentido, o tempo das aplicações e dos retornos dos períodos de manutenção de investimentos pode evidenciar um comportamento fractal.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">É por todas essas razões que chega a ser engraçado assistir a uma entrevista ou ler um artigo de analistas de investimento, declamando em prosa e verso qual será a nova tendência de valorização de ações deste ou daquele segmento. A pretensão é absurda, se for considerada a complexidade do tema e a natureza incognoscível dos mercados.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mais patética ainda é a audiência que grande parte dos atores do mercado dá a esses &#8220;gurus&#8221;, que tentam vaticinar os próximos movimentos. Basta conferir as projeções de início de ano. Apesar de tudo, o mercado ainda é o grande promotor da riqueza de longo prazo, premiando aqueles que nele confiam sem pretender explicá-lo.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8212;</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><small><strong>Publicado em 20/09/11</strong></small></span><br />
<span style="color: #000000;"> <small><em>Fonte: <a href="http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/quem-conhece-os-mercados-financeiros_107095.html" target="_blank"><span style="color: #000000;">http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/quem-conhece-os-mercados-financeiros_107095.html</span></a></em></small></span></p>
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		<title>Microeconomia da Corrupção III</title>
		<link>http://alepheducacional.com.br/noticias/a-microeconomia-da-corrupcao-iii/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jan 2014 00:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Aleph Educacional]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleph na Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[Encerramos esta série de artigos sobre a corrupção apresentando uma situação na qual o comportamento de um único agente (portanto no contexto da microeconomia), pode repercutir na esfera macroeconômica, com [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Encerramos esta série de artigos sobre a corrupção apresentando uma situação na qual o comportamento de um único agente (portanto no contexto da microeconomia), pode repercutir na esfera macroeconômica, com efeitos no bem-estar coletivo.</h4>
<h4 style="text-align: justify;"><small><em>por Carlos José Guimarães Cova – Brasil Econômico</em></small></h4>
<p style="text-align: justify;">O agente em questão pode ser o dirigente máximo de um país. No campo da análise das motivações que animam os agentes políticos pode ser encontrado farto material de pesquisa para fundamentar a Teoria da Escolha Pública (TEP). Não raro se desconhece o fato de que a natureza do comportamento político possui caráter utilitário e pode ser investigada à luz da Teoria Econômica. Nesse sentido, nos anos 70, surgiu nos EUA uma linha de pesquisa que se deteve em estudar os ciclos político-econômicos, com farto material teórico e empírico. O mainstream dessa literatura, capitaneado pelos trabalhos de Nordhaus e Hibbs, introduziu o enfoque racional de comportamento dos governantes. A partir da suposição desse comportamento racional surgiram dois modelos acerca dos ciclos político-econômicos, que abordavam de forma distinta tanto as motivações dos partidos, quanto as preferências dos eleitores. Vamos nos deter na apresentação de um deles. De acordo com Nordhaus, atingir o poder e nele permanecer é o único objetivo dos partidos políticos. Quando se aplica o enfoque racional à política, verifica-se que os partidos não ganham eleições para formular políticas, mas sim formulam políticas para ganhar eleições. Sendo o objetivo de um partido no governo manter-se no poder e com base na premissa de que os resultados eleitorais são dependentes do estado da economia, há a tendência do governante intervir na economia. Há também a suposição de que os eleitores possuem miopia retrospectiva de curto prazo, ou seja, só são influenciados pelos últimos acontecimentos e não pelo conjunto da obra, que, aliás, implica raciocinar, fato que exige esforço. Assim, por meio de instrumentos de política fiscal, o governo gera um maior crescimento da produção e do emprego, em níveis não sustentáveis pela capacidade da economia, gerando gargalos e desbalanceamentos. Uma medida como essa, sobretudo se for baseada em aumento de gastos públicos, gera inflação no momento seguinte à vitória nas urnas. É interessante refletir sobre essa análise feita há quase 40 anos com o momento presente aqui no Brasil. Com base nessa suposição sobre o comportamento do governante, é possível inferir que o próprio processo eleitoral gera motivos para a adoção de políticas com efeitos inflacionários no médio ou longo prazos. O leitor consegue identificar algumas associações com o mundo real? Um aperfeiçoamento desse modelo se verificou nos anos 80, com a introdução da suposição de que os eleitores são influenciados por expectativas racionais, de tal forma que eles adotariam comportamentos estratégicos, ao invés de simplesmente reagir ao passado recente. A consequência dessa suposição seria o enfraquecimento da capacidade dos governantes em manipular as circunstâncias ao seu favor. Ocorre que isto pressupõe um conjunto de eleitores educados e com capacidade de compreender a dinâmica do processo político-eleitoral. Uma extensão desse raciocínio diria o seguinte: países em que a educação é negada aos cidadãos geram ambiente fértil para a miopia retrospectiva. O impacto do aumento do gasto público é potencializado pela existência de uma burocracia estatal que tem o poder de influenciar os integrantes das comissões legislativas no sentido de ampliar o volume dos orçamentos a eles alocados. Como os membros das comissões não possuem meios para obter o valor do custo efetivo do serviço burocrático, mas são seduzidos por promessas de apoio de determinadas categorias de agentes estatais, eles terminam aprovando aumentos nos orçamentos alocados aos burocratas. Estes, por sua vez, operam no sentido de maximizar a sua função de utilidade por meio de promoções, salários, aumento do staff, recursos para passagens, veículos, imóveis funcionais e todo um conjunto de privilégios que apenas oneram a sociedade sem uma contrapartida imediata de melhoria dos serviços públicos. Um burocrata do serviço público não é o abnegado servidor da população que o mito ideológico sugere ao senso comum. Ao contrário, de acordo com a Teoria da Escolha Pública, o burocrata atua como um agente econômico racional, cuja motivação principal é a satisfação do interesse próprio, operando por intermédio de comportamentos estratégicos e oportunistas para alcançar os seus objetivos. Trata-se de um claro exemplo de uma relação do tipo principal agente, no qual o conflito de interesses se estabelece entre o principal sem poder (a sociedade) e o agente (burocrata investido de uma parcela do poder estatal). O esforço do burocrata passa por conhecer as motivações dos agentes legislativos, de forma a empregar os mecanismos da democracia para atender seus interesses particulares. Países em que Juízes e Policiais recebem salários mensais que correspondem ao salário de 4 anos de um professor da rede pública refletem essas situações em que grupos podem capturar o Estado. De qualquer forma, os representantes do povo foram escolhidos por um processo que se declara democrático. Por esta razão, ou o povo aprende a refletir sobre as suas escolhas, ou vai sofrer as consequências delas. O próprio processo de voto é uma ação bastante rica para a análise da decisão microeconômica. Mas isto fica para um próximo artigo. &#8212; <small><strong>Publicado em 15/04/11 às 07h31</strong></small> <small><em>Fonte: <a href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/a-microeconomia-da-corrupcao-iii_100546.html" target="_blank">http://www.brasileconomico.com.br/noticias/a-microeconomia-da-corrupcao-iii_100546.html</a></em></small></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Microeconomia da Corrupção II</title>
		<link>http://alepheducacional.com.br/noticias/a-microeconomia-da-corrupcao-ii/</link>
		<comments>http://alepheducacional.com.br/noticias/a-microeconomia-da-corrupcao-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2014 23:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Aleph Educacional]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleph na Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[A economia da corrupção compreende um vasto campo de análise do comportamento dos agentes econômicos, conforme já vimos em nosso primeiro artigo desta série. Os trabalhos de Shleifer&#38;Vishny, de 1993, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">A economia da corrupção compreende um vasto campo de análise do comportamento dos agentes econômicos, conforme já vimos em nosso primeiro artigo desta série. Os trabalhos de Shleifer&amp;Vishny, de 1993, estabelecem relações entre as instituições e a corrupção, bem como as suas relações com o crescimento econômico.</h4>
<h4 style="text-align: justify;"><small><em>por Carlos José Guimarães Cova – Brasil Econômico</em></small></h4>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, há a suposição de que a corrupção se manifesta com maior intensidade quando as instituições públicas geram excesso de regulamentação e de centralização por parte do ente estatal, ao mesmo tempo em que não estão sob o controle da sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, se para cada tipo de problema o Estado criar uma secretaria específica para cuidar dele, está aberta a porta para a corrupção, que se manterá viva enquanto o problema persistir, ou seja, para sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">O maior impacto da corrupção, sob a ótica econômica, é o ônus que ela impõe para o crescimento econômico.</p>
<p style="text-align: justify;">Em regra, o pagamento de propina distorce o emprego da estrutura da burocracia pública, ao mesmo tempo em que deve ser mantida em segredo, fato que gera um custo adicional para a sua obtenção, pois será necessário cooptar e manter uma rede de funcionários a disposição de uma esquema de corrupção.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso se traduz num modelo de negócios que envolve o uso de informações privilegiadas, simulações em certames e ações conexas.</p>
<p style="text-align: justify;">Este procedimento possibilita a alocação de recursos em atividades improdutivas e gera custos de transação desnecessários, o que prejudica uma correta alocação de recursos na economia, e, consequentemente, compromete o crescimento econômico.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo sistemático do fenômeno da corrupção, tanto no arcabouço da microeconomia, quanto numa perspectiva da economia política positiva, se constitui em importante instrumento para a sua compreensão, haja vista que as regras e instituições sociais, políticas e jurídicas moldam o sistema de incentivos que influencia o processo de tomada de decisão dos agentes, num contexto de risco e retorno.</p>
<p style="text-align: justify;">A lógica subjacente é a seguinte: se o marco jurídico institucional, de forma deliberada ou não, gera incentivos para a corrupção, ela ocorrerá naturalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Simples assim. Não obstante, essa afirmação, longe de ser motivo de desânimo ou de rendição aos fatos, deve servir de estímulo para uma investigação mais profunda acerca dessa questão.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto ocorre porque, na medida em que se conhecem as motivações dos agentes, é possível modelar a dinâmica das relações institucionais que incentivam a formação de grupos de interesses com estrutura clientelística, capazes de praticar a corrupção, e assim tentar estabelecer estímulos para que os agentes não operem utilitariamente a corrupção, seja por meio do incremento de seus custos e riscos, seja pela substituição dos custos de oportunidade, de tal forma que operar fora da esfera da corrupção seja mais rentável no longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ninguém disse que este exercício é uma tarefa simples. Longe disso. Contudo, manifestações tais como a que gerou a lei dos &#8220;fichas limpas&#8221; são exemplos de que mudanças graduais são factíveis e produzem seus efeitos transformadores na sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta situação é de grande interesse público porque o Brasil avança cada vez mais no aperfeiçoamento das suas instituições democráticas. Ocorre que, exatamente por estamos na infância da democracia é que devemos ter cuidado.</p>
<p style="text-align: justify;">A escolha num processo democrático opera num contexto em que o Estado e o próprio governo praticante da democracia possuem falhas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal fato abre espaço para que ocorram lacunas entre o interesse público e o interesse estatal, na medida em que os primeiros são hipotéticos, mas o segundo pode ser perfeitamente alinhado com os interesses dos grupos de pressão que concorreram e contribuíram para a eleição dos atuais controladores do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">O advento da corrupção na administração pública em geral, em especial nas aquisições de bens e serviços, está associado ao fato de que não é possível supor, ingenuamente, que exista no âmbito do Estado uma administração gerencial pura, na qual as estruturas de incentivos com que os burocratas, os políticos e os agentes privados se deparam em suas interações, sejam equivalentes às estruturas de mercado tradicionais.</p>
<p style="text-align: justify;">As escolhas públicas não são estritamente técnicas ou gerenciais, pois elas não são neutras com relação aos interesses de lobbies dentro e fora do Estado. O exemplo clássico é o fato de que a elaboração de um Orçamento público é tanto um processo técnico, quanto político.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo ocorre com as aquisições de bens e serviços pelo governo, que estão sujeitas a critérios políticos, lícitos ou não. A existência pura e simples do Estado cria a possibilidade de alocações políticas de recursos escassos.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é o desafio a ser enfrentado pela sociedade dotada de senso crítico e vontade de evoluir.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8212;</p>
<p style="text-align: justify;"><small><strong>Publicado em 01/04/11 às 07h36</strong></small><br />
<small><em>Fonte: <a href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/a-microeconomia-da-corrupcao-ii_99993.html" target="_blank">http://www.brasileconomico.com.br/noticias/a-microeconomia-da-corrupcao-ii_99993.html</a></em></small></p>
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		<title>Microeconomia da Corrupção</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jan 2014 23:24:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Aleph Educacional]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Aleph na Mídia]]></category>

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		<description><![CDATA[O senso comum costuma se escandalizar com a corrupção endêmica que assola o país, em todas as esferas de governo, poderes da República, instituições públicas e privadas e no comportamento [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">O senso comum costuma se escandalizar com a corrupção endêmica que assola o país, em todas as esferas de governo, poderes da República, instituições públicas e privadas e no comportamento do cidadão médio. É uma postura um tanto quanto cínica essa relação ambígua que o cidadão médio mantém com a corrupção.</h4>
<h4 style="text-align: justify;"><small><em>por Carlos José Guimarães Cova – Brasil Econômico</em></small></h4>
<p style="text-align: justify;">Ele a pratica e a condena, numa complexa e dramática esquizofrenia moral. Talvez seja melhor compreender mais este fenômeno que, antes de ser uma questão de ordem moral, se reveste de uma natureza essencialmente econômica.</p>
<p style="text-align: justify;">O cerne deste artigo está baseado no conceito de rent seeking, ou caçador de renda, definido pela Teoria da Escolha Pública, desde 1959, como sendo o comportamento de alguns agentes econômicos que operam de tal forma a obter, por meio do Estado, privilégios de mercado tais como um monopólio, auferindo renda a expensas de outros grupos ou agentes, sem benefícios líquidos para o conjunto da sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O leitor está surpreso? Não sabia que a corrupção é um conceito econômico estudado amiúde há décadas? Exatamente! Trata-se de mero comportamento econômico racional, num contexto de decisão amoral.</p>
<p style="text-align: justify;">Amoral aqui entendido não no sentido de libidinagem e canalhice (o que seria imoral), mas sim com relação a um contexto no qual não são feitas considerações de fundo moral e sim apenas aquelas de caráter utilitário, ou seja, que aumentam a sensação de bem-estar do agente.</p>
<p style="text-align: justify;">O efeito do rent seeking se equipara a uma empresa que opera numa estrutura de monopólio. Na prática, isto significa que os agentes não mais serão remunerados de acordo com suas respectivas produtividades, de tal forma que a redistribuição final da renda após a ação de rent seeking poderá premiar mais o poder de influência do que o mérito, a capacidade ou a necessidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Tanto o comportamento dos agentes corruptos quanto o dos corruptores podem ser modelados de acordo com o modelo do caçador de renda. A única distinção entre o corrupto e o caçador de renda stricto sensu é o fato de que o primeiro opera fora da lei.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, a propina pode ser entendida como o meio financeiro de se transformar relações impessoais em pessoais, com o objetivo de transferir ilegalmente renda dentro da sociedade, ou realizar a apropriação indevida de recursos de terceiros ou ainda garantir um tratamento diferenciado.</p>
<p style="text-align: justify;">O leitor está fazendo associações com o cotidiano? Que sagacidade! Os agentes públicos apenas estão agindo como homus economicus, pois não são imunes aos seus próprios interesses pessoais e aos interesses de lobbies e de diversos agentes privados que possam exercer pressão sobre suas decisões.</p>
<p style="text-align: justify;">O controle sobre este comportamento, na ausência de um sistema de crime e castigo que aumente o risco desta ação, dependerá apenas da restrição moral do agente, que, agindo assim, já não seria objeto de um modelo tradicional da microeconomia da corrupção.</p>
<p style="text-align: justify;">A moral apenas é considerada num contexto de economia política e seria a aquisição sistemática de valores que afastam o ser humano da animália ancestral, na qual os instintos prevalecem sobre a razão.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, o que dizer do agente que atua no nosso mundo real? Como definir o arquétipo do agente mediano e avaliar se suas condições morais podem frear sua volúpia rentista?</p>
<p style="text-align: justify;">O agente mediano é alguém que urina nas ruas (a TV em pleno século XXI faz apelos inúteis para que ele assim não proceda). O agente mediano não gerencia seu lixo, lançando-o nas ruas e calçadas, ao mesmo tempo em que convive com esgotos e valas negras como se isso fizesse parte da natureza. Não sabe respeitar o espaço público, seja pichando-o, seja fazendo barulho ou outra manifestação inconveniente.</p>
<p style="text-align: justify;">O agente mediano destrói o mobiliário urbano e as árvores, sonega impostos, cola nas provas, trai o cônjuge, mente. O agente mediano não vota por cidadania, mas sim por barganha ou deboche. O agente mediano abomina a cultura e o conhecimento edificante e se compraz na indolência e vazio intelectual de um reality show, bem como no culto ao corpo e ao hedonismo fugaz.</p>
<p style="text-align: justify;">O agente mediano realiza na mercantilização do sexo a sua mais elevada manifestação da criatura do seu tempo. O agente mediano resgata suas culpas numa fé de barganha com o criador, onde o culto exterior e as oferendas em dinheiro suplantam a reforma íntima e a contrição que caracterizam a fé raciocinada em detrimento do fanatismo cego.</p>
<p style="text-align: justify;">O agente mediano há muito afastou-se de valores e princípios, pois não os encontrou nem na família, nem nas escolas. O agente mediano se manifesta em toda a sua natureza na saída dos estádios de futebol ou no trânsito, extravasando sua fúria homicida.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendeu agora porque não existe solução em vista, num prazo curto, para o problema da corrupção? Afinal, onde está este agente mediano?</p>
<p>&#8212;</p>
<p><small><strong>Publicado em 15/03/11</strong></small><br />
<small><em>Fonte: <a href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/a-microeconomia-da-corrupcao-i_99236.html" target="_blank">http://www.brasileconomico.com.br/noticias/a-microeconomia-da-corrupcao-i_99236.html</a></em></small></p>
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